O que acontece se eu comprar um imóvel que ainda é financiado?

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Nunca é legal comprar um imóvel que ainda está pendente de financiamento, ainda mais quando o financiamento é de uma terceira pessoa, veja o que aconteceu nesse caso.

Venho aqui contar para vocês, um caso que presenciei e achei interessante compartilhar e tirar uma lição: até que ponto vale a pena comprar imóveis com financiamento pendente?

Em uma quinta-feira qualquer e…. um fato marcante aconteceu:

Entrou uma moça na sala de audiência, acompanhada de seu advogado, a moça era muito jovem, e aparentava estar bem abatida. Logo em seguida, um casal entrou, com seu respectivo advogado e todos se juntaram na mesa.

Assim que o juiz deu inicio a audiência, começaram a contar uma história que, posteriormente, marcaria o coração de qualquer um que tivesse assistindo o acontecimento.

A moça, a qual fora a primeira a entrar, se chama Natiely, ela foi casada com Wagner, o qual não compareceu a audiência, mesmo sendo citado para o comparecimento.

O casal, ao outro lado da mesa, era Mariana e Valter, os quais também foram envolvidos nessa confusão, sem estarem cientes do que aconteceria a seguir.

Natiely foi casada com Wagner por um bom tempo, financiaram uma casa e um carro, e ambos dividiram os custos meio a meio, vivendo juntos pacificamente como qualquer outro casal.

Porém, como infelizmente acontece em alguns relacionamentos, o deles não deu certo, e decidiram então que a melhor saída era o divórcio. Dividiram os bens metade para cada um e seguiram suas vidas.

Com o passar de um tempo, Natiely e Wagner decidiram vender a casa a qual financiaram, e é ai que Mariana e Valter se enquadram nessa história.

Ao comprarem a casa na imobiliária, o que ninguém sabia, tanto Natiely, como a imobiliária era que Wagner não pagara nenhuma das parcelas do financiamento, nem do carro, e nem da casa, o que impediu Mariana e Valter passarem a casa para seus nomes. Enquanto Natiely não quitasse a dívida do ex-esposo, a casa ficaria pendente a escritura, como uma forma de garantia de pagamento ao banco.

Mariana e Valter entraram com um processo contra Natiely e Wagner, para que a casa, que já fora paga metade dela à Natiely, permanecesse com os novos compradores e fossem indenizados por danos morais e danos materiais, pois o novo casal atribuiu várias mudanças na casa a gosto.

Wagner, após uma tentativa de conciliação no Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (CEJUSC), pegou o carro, com metade do financiamento pago por Natiely, foi embora para a Bahia, sem avisar ninguém de sua partida, nem amigos, nem parentes, simplesmente sumiu por um certo período.

Natiely, arrasada com toda a situação, disse que sinceramente, queria que o casal ficasse na casa, porém teria que quitar a dívida deixada por Wagner, algo que infelizmente, não estava a seu alcance.

Após quase uma hora e meia de debates e alternativas viáveis para ambos os lados, chegou-se a melhor das conclusões que seria o casal comprador do imóvel permanecer na casa por 6 meses, até que conseguissem um outro lar para recomeçar, Natiely dividiria metade do pagamento das parcelas do financiamento com o casal enquanto ambos vivessem na casa, e, além do mais, Natiely pagaria ao casal uma certa quantia por danos materiais e danos morais.

Quando uma vez que os advogados estejam calmos e em certa harmonia, tudo no fim acaba se dando um jeito. Todos foram muito bem instruídos ao caso, apesar de o debate ter sido longo, o rendimento fora, de uma certa forma, viável a ambas as partes.

As vezes, um acordo não é cem por cento o melhor para ambos os lados, mas o pouco que já ajuda, é o máximo que poderia ser.

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Natiely e Wagner ainda tem um longo caminho pela frente, pois para ela seguir sua vida, apenas após Wagner quitar todas as prestações e limpar seu nome.

OBS: Os nomes são ilustrativos, apenas para dissertar sobre um acontecimento verídico. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Casos assim parecem não estar em nossas realidades, mas, muitas vezes, estão bem a nossa frente e não conseguimos enxergar.

Se você está sofrendo por casos similares, procure seu advogado de confiança, você tem o direito de conhecer e defender o seu direito.

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